Capítulo X
Em 1999, como compositor e intérprete, Adamor participou do CD Choro Paraense (série Pará Instrumental Vol. 4) — um projeto que reunia o melhor do choro produzido no Pará e que o projetou para além das fronteiras regionais.
Em 2004, o IAP — Instituto de Artes do Pará — lançou a série Pará Instrumental e Adamor gravou seu segundo CD: Projeto Uirapurú — O Canto da Amazônia, vol. 11 da série. A coisa havia fluído de uma maneira curiosa: Fernando Honório, um amigo músico de Barcarena, havia feito o TCC de Licenciatura em Música sobre o trabalho de Adamor. Uma das professoras levou ao IAP, que se interessou e convidou Adamor para o primeiro caderno de partituras — 25 músicas — e depois para o CD.
Em 7 de fevereiro de 2007, com patrocínio da Petrobrás/BR Mania, lançou o Choro Amazônico no Teatro Margarida Schivasappa. Numa viagem de volta de Altamira, ficou duas horas e meia olhando pela janela para aquele verde imenso, pensando: como é que se mata por causa de terra, com tanta terra que existe aqui? Daquilo nasceu o choro SOS Amazônia.
"Minha arma é fazer meu protesto pacífico e sonoro."
Nesse mesmo ano, 2007, aconteceu o 1º Festival de Choro da Casa do Gilson, comemorando os 20 anos da casa. Adamor gravou "O Caule e a Flor" — feito em homenagem a dois netos que nasceram no mesmo dia — e "Numa Pescaria", parceria com Miratan Forte.
Em 2005, Adamor havia se apresentado em Itacoatiara, no Amazonas. Em fevereiro de 2009 saiu um CD só de choro paraense, onde Adamor gravou "Boa Nova", homenagem ao amigo Carinel.